É uma das primeiras perguntas de qualquer empresário que pensa em candidatar-se a fundos europeus: preciso de um consultor? E quanto é que isso custa? Não há uma resposta única — mas há critérios concretos para decidir com cabeça fria.
Quanto custa, na prática
Não existem tabelas oficiais: o preço depende do programa, da dimensão do projeto e do modelo do consultor. Em candidaturas ao Portugal 2030, os valores mais comuns situam-se entre 5 000 € e 20 000 € por candidatura — mas variam bastante de caso para caso:
- Valor fixo: preço fechado pelo trabalho completo — preparação da candidatura e acompanhamento;
- Percentagem do incentivo aprovado: modelo frequente em projetos maiores, com risco partilhado;
- Modelos mistos: valor base mais reduzido, completado por uma percentagem;
- Acompanhamento da execução: serviço adicional — pedidos de pagamento, relatórios e auditorias.
Um ponto importante: os programas regulam — e por vezes proíbem — pagamentos em função do resultado. Antes de assinar qualquer contrato, confirme as regras do aviso a que se candidata.
Quando um consultor vale a pena
- Candidaturas grandes e complexas: investimento produtivo, inovação, projetos com muitas despesas elegíveis;
- Empresas sem equipa disponível para preparar o projeto e o orçamento;
- Primeira candidatura, quando o custo de aprender do zero é elevado;
- Projetos com obrigações exigentes de medição de resultados e reporte.
Quando pode não valer a pena
- Investimentos pequenos ou avisos simples, em que o custo do consultor pesa mais do que o ganho esperado;
- Quando a empresa só precisa de saber se é elegível — essa parte pode ser gratuita;
- Quando alguém «garante» aprovação: nenhum consultor decide a avaliação — quem decide são os critérios do aviso.
O que perguntar antes de contratar
- Experiência no programa e no tipo de projeto — peça casos concretos;
- Quem faz o trabalho: o próprio ou subcontratados?
- O que fica pago se a candidatura for recusada;
- Quantas candidaturas acompanha em paralelo durante o seu projeto;
- Como funcionam os pagamentos face às regras do aviso.
Trate tudo por escrito, com âmbito, prazos e preço definidos. Um bom consultor responde a estas perguntas sem hesitar — e não promete resultados que não controla.
A alternativa: começar pela elegibilidade
Antes de contratar seja o que for, há um passo que devia ser sempre o primeiro: saber, com critérios concretos, se a empresa é elegível e quais os avisos que fazem sentido. A verificação gratuita da EuroFundos faz isso em minutos — o relatório mostra os critérios que a empresa cumpre e os que falham, aviso a aviso.
Com essa informação, a conversa com qualquer consultor começa num patamar diferente — e há candidaturas que se resolvem sem intermediários.
Antes de contratar um consultor, veja gratuitamente quais os avisos abertos compatíveis com a sua empresa.
Primeira vez nos fundos europeus? Comece pelo guia completo para PME.